Sinto, logo escrevo – O Carrosel

Outro dia uma amiga me falou “Fe, você não é mais criança para ter um objeto deste em casa.” Mas sabe que é exatamente por isso que eu o tenho!

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Olhar para o carrosel me remete a infância. A alegria de andar sozinha em um brinquedo no parque, mas sabendo que meus pais estavam ali perto, me olhando com um ar de medo e orgulho ao mesmo tempo.

Tantas coisas me remetem a infância. A hora do café da tarde, que meus pais até hoje sentam na mesa para tomar. O caldo de cana com pastel da feira, que eu esperava a semana toda para me deliciar. O beliche que eu e meu irmão mais velho tanto sonhamos em ter, até que conseguimos quando veio o irmão mais novo e precisávamos otimizar espaço no quarto. As canetas coloridas que eu insisto em comprar ate hoje e usa-las como se ainda estivesse na escola. Tomar banho de chuva, o cheiro de chuva, passar o dia de pijama quando esta chovendo…

Porque somos feitos de tudo que nos trouxe ate aqui. Lembranças boas, lembranças ruins. Algumas lembranças estão nítidas em nossa memória, outras são apenas sentidas através de sensações em nosso corpo.

A lembrança da criança que fui me mantém sonhadora quando vejo um carrosel, mas não é sonho de ter coisas, é sonho de continuar acreditando que no carrosel tudo é mágico, é bonito, e que a vida segue seu ritmo, encantando quem esta no carrosel e quem esta fora dele, só esperando sua vez de subir…

Sou muito grata por seu comentário, é importante pra mim.

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