É dia das crianças!!! Neste tempo agora.

A criança que está em mim, cumprimenta a criança que está em você !!!

Fiquei pensando muito sobre o que eu iria escrever no post desta semana, então, decidi relatar algumas das histórias que escutei e vivi nas aulas que ministro no Curso de Jardinagem e na prática da jardinagem e que sem dúvida elas tem uma ligação com nossa criança interior.

Para mim, essa relação planta/homem é muito genuína, e por sorte, tive a oportunidade de ter acesso a pessoas de perfis muito diferentes: pessoas analfabetas; pessoas que caíram ali para estudar por ser “obrigadas” pelo patrão; alguns adolescentes, cujos pais querem que eles despertem para uma profissão e crianças com aquele olhar espontâneo impagável!

Acredito que faz diferença sim, a boa criação dos pais, mas também acredito no livre arbítrio, entendo que cada pessoa é um ser é individual, mesmo que criados juntos, nossos familiares, terão visões e atitudes diferentes quanto a vida.

As pessoas mais velhas, contam sempre histórias de quando elas eram crianças, de pés de frutas no quintal e sabores que degustaram nas mesas de suas avós, então decidem aprender a plantar com o intuito de desfrutar com seus netos, essas sensações que ficaram tão bem guardadas na memória. Muitas vezes não puderam ter “esse tempo” com seus filhos, pois estavam ocupadas trabalhando.

Dentre as muitas histórias que já ouvi, vou contar 02 que me marcaram e me desconcertaram.

Um caseiro de um condomínio de luxo situado no meio da Mata Atlântica, contou que “a esposa do patrão, um dia acordou e da janela berrava para ele calar a boca dos passarinhos pois ela precisava dormir.”

O outro me contou que “a dona da casa gostava de acordar cedo para andar no gramado, mas antes, ele tinha que secar com panos de chão o orvalho para ela não molhar os pés!”

Não cabe a mim, julgar esses 02 relatos, pois cada um sabe a criança que viveu e o que pôde guardar da sua experiencia, e ainda, o que deseja para a vida.

De todos os perfis de pessoas que tive e tenho acesso, minha maior preocupação são os adolescentes.

Sabemos que na adolescência, há uma desconexão com o mundo real, mas nossos adolescentes de hoje estão muito fora da casinha, eles sem dúvida, estão refletindo a cara de seus educadores.

Genteee, não importa a classe social, eles não percebem e não tem dimensão do tempo e do espaço físico, e quanto podem impactar na vida familiar. Ouvi confissões de muitos adolescentes com depressão, uns medicados outros não.

Muitos, nunca lavaram as folhas para a salada, não sabem quais formatos tem os legumes, nunca prepararam um suco natural com qualquer fruta… não sabem o peso e as medidas das coisas.

Acredito que é importante a mulher ser independente, mas se não der, a sociedade cobra do homem macho, pagar as contas.

 

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Criar filhos hoje, é um custo altíssimo, mesmo que as crianças não tenham lido os gibis da Disney, ah! as crianças têm que viajar para o parque!, ter curso de inglês e atividades, que desgastem energia, mas não dá para ser em qualquer lugar, não!, pois, há muita insegurança. Pague-se então, por tudo isso.

Os pais trabalham fora e as crianças estão sendo cuidadas, por aquela pessoa da comunidade que não teve acesso a muito, ou aquela avó, que já não tem tanta paciência.  É mais prático servir o suco de caixinha e comer o que for mais rápido, quem engorda é o teu filho, que ainda não tem acesso ao teu suplemento “queima calorias”.

Estamos vivendo numa sociedade que tem pressa e falta “daquele tempo“, onde as tarefas domésticas eram compartilhadas em família e criavam memórias de infância.

As redes sociais postam a tua vida particular e vivem as histórias dos outros, o tempo todo. Houve um lapso na importância desse “tempo”, se perdeu a essência nas coisas simples. Então eu pergunto a você, hoje, o teu tempo está para as crianças?

Na natureza sempre há esse tempo de mudança, ‘tá tudo aí, então pratique o afeto das pequenas coisas, para você e para a criança de quem seja.

Vá lá, ver o formato das frutas e legumes, tente germinar suas sementes. Para isso não é necessário saber outro idioma, ter a obrigação de estar inserido em nenhum contexto social diferenciado e ou, saber quem vai ser o próximo presidente da república do Brasil.

É “” existir.

Feliz dia das crianças, e muito obrigada por se manter aqui, na curiosidade.

Naty Guerrero

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5 comentários

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