Entre Nós – Os elos da corrente

A cada dia que passa eu acredito que cada pequeno momento está ligado de uma forma única numa espécie de corrente. Nossas relações com o mundo e com as pessoas são elos que se unem formando cada junção.

Algumas vezes, elas quebram, se corroem pelo tempo ou pela força que colocamos sobre elas.

Outras vezes, percebemos que o metal só precisa de um pouco de solda para continuar firme e em forma. Talvez acrescentar um pouco de liga ou retirar um pedaço que está sobrando.

O importante é sabermos quando devemos deixar o elo ir e quando devemos soldar.

Muitas vezes acabamos nos apegando tanto a um elo corroído pelo tempo que deixamos um espaço frágil que acaba sacrificando toda a força da nossa corrente.

Mas temos medo.

Medo de deixar um buraco na corrente. Medo de não achar uma peça que se encaixe perfeitamente ali. Medo de ficarmos sozinhos segurando as pontas. Medo de perdermos o rumo ou o sentido. Medo de não conseguir mais atracar nosso barco em outra baía pelo vazio que foi deixado.

Mesmo com medo, eu acredito que precisamos deixar o que não faz mais sentido ou bem para nós ir. Algumas vezes tentamos de todas as formas soldar um elo que já perdeu sua forma, perdeu sua essência, e deixamos de ver a quantidade de coisas que poderiam fazer parte da nossa corrente.

O medo é natural. A coragem está em saber como vamos lidar com esse medo: Se é hora de recuar, de avançar, de soldar ou de deixar ir.

Hoje meu desejo é que encontre tudo aquilo que atrasa a sua vida e pesa sua corrente e saiba qual é o melhor destino para esse elo corroído. Esse elo pode ser um relacionamento, uma amizade, um trabalho, um hábito, um vício…

Tire um tempo essa semana para pensar nos elos da sua corrente e em como cada experiência de nossa vida esconde uma lição.

Quais elos devemos soldar e quais devemos deixar ir?

Sou muito grata por seu comentário, é importante pra mim.

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