Entre nós – A lição do cacto

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Berenice Augusta II – Foto: Nicole Cichovski Begot

Eu tenho um cacto chamado Berenice Augusta II que cuido com muito amor. Berenice não me dá muito trabalho. É uma planta forte e bela. Olhando para ela num dia de sol comecei a refletir sobre o quanto um cacto pode nos ensinar sobre resiliência.

Os cactos são plantas que conseguem sobreviver a condições extremas de calor, falta de água e intempéries. Algumas espécies que habitam nosso sertão nordestino são capazes de passar mais de 6 meses sem receber a água da chuva. Eles também se adaptam a regiões áridas e desérticas.

Essa é a imagem que temos do cacto: De uma planta forte e robusta.

Mas… Você sabia que eles são frágeis no interior?

Berenice Augusta II é a sucessora de um cacto que caiu da janela num dia chuvoso. Eu tentei de tudo para que meu pequeno cactozinho sobrevivesse depois do fatídico dia.

Mas ele secou e morreu.

Às vezes acreditamos que precisamos ser fortes e inspirar bravura 24h por dia e renegamos tudo aquilo que nos magoa para um cantinho esquecido da nossa mente.

Ser resiliente não significa ter que suportar tudo sozinho. Não significa renunciar os sentimentos ruins para de baixo do tapete e ser forte. Não significa estar remando num barco sozinho no meio de uma tempestade e não poder pedir ajuda.

Resiliência tem muito mais haver com superar e se adaptar do que com ser forte. É encontrar meios de lidar com as situações adversas da vida e aprender com elas.

Ser resiliente é ser como um cacto: Uma planta que mesmo frágil aprendeu a se adaptar e a viver nas intempéries da vida de um modo leve e duradouro.

Sabe o que é mais interessante nos cactos? Eles demoram para florescer, mas quando florescem dão flores tão únicas e belas que nos fazem esquecer de toda adversidade que ele já suportou.

Portanto, se precisar pedir ajuda, peça. Se se sentir sozinho, procure a companhia de quem você gosta. Se precisar chorar, chore. Se sentir que tudo está perdido, lembre-se da lição do cacto e procure ajuda.

Algumas flores demoram mais tempo para florescer, mas nem por isso são menos belas do que as outras. Cada um tem seu tempo e seu ciclo.

Ninguém precisa ser forte sempre. Ninguém precisa passar pela vida sozinho.

Vamos aprender juntos a beleza da vida e a ver as tempestades por uma outra perspectiva. Vamos ser resilientes como os cactos e florescer no tempo certo.

Nesse setembro amarelo e em todos os outros meses, vamos olhar para as pessoas ao nosso redor com um olhar mais doce e consciente de suas lutas diárias. Vamos remar junto com elas durante suas tempestades e ver um lindo arco-íris atravessar o céu.

O que estamos fazendo hoje para tornar o ambiente ao nosso redor mais leve?

Nicole Cichovski Begot

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