Dor do crescimento: como acontece

Se o seu filho ou alguma criança que você conheça acorda na madrugada com aquela dor nas pernas, sem conseguir dormir, a dor não melhora e não sabe definir esse pesadelo.

Crescer dói

Apresento a você, a dor do crescimento.

Esse incômodo é caracterizado por uma dor que surge na perna, coxa, atrás do joelho ou na panturrilha, sem causa específica, podendo aparecer na criança por volta dos 3 a 10 anos em ambos os sexos. O envolvimento dos membros superiores, é raro.  A dor acontece normalmente a noite e após atividades físicas de impacto ou mesmo por excesso de brincadeiras, atribuindo ao cansaço muscular.

Mas ela pode aparecer também sem a criança ter feito qualquer atividade. Além disso ela vai e volta, não ocorrendo todos os dias. A criança geralmente apresenta queixas de dor intermitente na musculatura dos membros inferiores e não há sinais de inflamação, inchaço, repercussão em outros órgãos nem alterações laboratoriais ou radiológicas.

Mas porque ela acontece?

As causas da dor do crescimento ainda não são unanimidade na ciência. Há quem atribua ao crescimento dos ossos e que aconteça no período chamado “estirão”.

E aqueles que atribuem a dor devido aos músculos, ligamentos e tendões nem sempre acompanharem o crescimento com a mesma velocidade, provocando dor.

Embora seja uma dor desagradável  e que muitas vezes atrapalha o sono da criança, as dores do crescimento não duram a vida inteira  e costumam desaparecer espontaneamente com o tempo. A principal preocupação em relação a estas crianças são os pais diagnosticarem como dor do crescimento e não levarem a criança ao médico para ter a certeza que não seja uma doença séria que precise de tratamento médico mais específico, como tumores, inflamações ou lesões ósseas.

As queixas de dores em membros inferiores  são comuns em crianças e na maioria das vezes, são benignas.

A dor do crescimento é uma dor real, a criança realmente sofre, mas ela não apresenta nenhuma doença física real que possa ser identificada pelo médico. Na história familiar é possível detectar história de dor de crescimento em 20% a 47% dos parentes de primeiro grau.

O diagnóstico para a dor do crescimento é de exclusão, sendo os exames complementares necessários para excluir o diagnóstico de outras doenças normais. Embora a doença tenha caráter benigno é importante combater a dor e aliviar o sofrimento da criança.

A dor durante as crises pode ser aliviada com massagens e uma toalha morna sobre a área dolorida , enquanto os outros, com crises mais demoradas, precisam de analgésicos comuns, alongamentos e repouso.

Pra saber mais dicas como essa, me acompanhem também no instagram e no facebook . 

Até a próxima dica!

Alessandra Cardoso

Anúncios

Sou muito grata por seu comentário, é importante pra mim.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.